quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Resistências...


O que nos leva ao Pré Conceito de um modo geral, porque será que todas as vezes que nos deparamos com eles, difícil demais de se lidar, aceitar, então...
Por mais que tudo a nossa volta nos leva a crer que tudo isso faz parte de um passado remoto, ainda assim, surgem outros e mais uma vez caímos nas velhas e antigas resistências...
Seriam elas que nos leva a enxergar de forma diferente, ou algo incrustado por anos a fio em nosso inconsciente e num coletivo há muito tempo, que não nos deixam agir de forma diferente? O que acontece de diferente quando nos deparamos com um mendigo, prostituta, homossexual, negro, pobre, rico, caipira, mulato, amarelo, favelado, traficante, ou seja, ele qual for, afinal não são todos pessoas como nós? Com seus erros, defeitos, problemas, divergências como qualquer um de nós? Falar é sempre muito mais fácil mesmo, que isso não nos perturba ou incomoda, no entanto vivenciar, completamente diferente...
Dia desses ao passar por uma praça com uma colega de trabalho, ao ver alguns prostitutas recostadas, ela disse:
Eh...Vida boa, a essas horas, e olha só elas ai...essas sim, é que levam a vida...
Repliquei: Como assim Vida boa? Acaso você acha mesmo que elas levam uma boa?
Não obtive resposta...
Outro dia, assisti uma triste cena na saída do metrô, onde tive que assistir uma lamentável cena de dois seguranças xingando e empurrando uma criança (morador de rua), que aos empurrões se defendia como podia, e depois deles se afastarem, ela revidou atirando pedras, aos quais eles pego de surpresa, voltaram, agarraram e foram o arrastando até um gramado com os cassetetes em punho, e eu não agüentei assistir aquilo, quando cheguei próximo a banca de jornal , onde o jornaleiro juntamente com outros assistiam a cena, não agüentei e comentei...
- Mas é apenas uma criança...
No qual ele replicou prontamente,
- Isso não é criança não, é bicho, tá com pena? Leve ele pra casa?
Senti-me impotente diante disso, não consegui assistir o final do espetáculo e me afastei, direcionando uma prece a eles...
Enfim, cenas que muitos já devem ter presenciado, no entanto é aquela velha história, mais fácil aceitar quando acontece com um vizinho, um amigo ou até um parente distante, mais fácil de aceitar ou pelo menos, tentar, mas quando isso se encontra dentro da “nossa” casa, na “nossa” família, daí a situação é completamente diferente... E o mais complicado é o saber da opinião das pessoas na rua, na escola, no trabalho, mesmo quando somos compelidos a aceitar ou a conviver com algum tipo de preconceito dentro de casa, surge o fantasma da preocupação de não saber como a sociedade irá reagir quando souberem aquilo de “o que as pessoas vão dizer”, isso ainda tem um peso enorme, infelizmente...
Creio que a sociedade está mudando e se preparando cada vez mais para aceitar e acabar com velhos e antigos preconceitos, uma boa parcela se esforça e o melhor, a saber, é que as novas gerações felizmente já trazem na sua bagagem interior outros conceitos, tem um preparo melhor para lidar e nos ajudar a nos liberar de antigos valores irreais de superioridade desmedida, e isso é o que cada vez mais dá ânimo e forças para continuar nos esforçando, sempre com uma postura positiva, de igualdade, conhecimento e conscientização, pelo simples fatos de nos lembrarmos que afinal de contas somos todos iguais,  sabendo que dias melhores virão para todos nós, pois estamos caminhando e nos esforçando pra isso, eu acredito!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Os Exilados de Capela


A primeira vez que ouvi falar sobre a constelação de Capela ou a Constelação do Cocheiro, foi num slide em amostra de uma aula a respeito da criação, há muitos anos atrás...
O mais interessante, é que ao ver aquela constelação ali naquela foto da NASA, foi como se uma forte luz saída da foto viesse como um raio na minha cabeça e no meu pensamento, causando-me uma dor de cabeça insuportável, a partir daí, me vi obrigada a prestar maior atenção nessa constelação e obviamente me apressei em ler o livro do comandante Edgard Armond, falando a respeito: Os exilados de Capela... Obviamente adorei o livro.
Aos poucos aquela melancolia, aquela tristeza e saudade de não sei o que, talvez como se diga no livro, de um paraíso perdido, ou pessoas queridas, me foi mais bem compreendido á medida que ia me identificando com as explicações e informações do livro.
No entanto, tinha em mente um sonho lindo e triste de infância, que sempre fiz questão de mantê-lo vivo na lembrança, pois isso ocorreu entre 9 ou 10 anos de idade aproximadamente, difícil demais esquecê-lo:
Estávamos eu e muitos outros sentados envolvidos em roupas brancas, como simples túnicas de algodão, apreensivos e a espera de um orador, a tristeza e a ansiedade eram gerais, no entanto, eis que o orador se faz visível a todos nós e com uma profunda meiguice e austeridade nos dá uma reprimenda... O duro, é que todos já esperavam por isso, e cabisbaixo, envergonhado aos extremos, o ouvia sem saber onde esconder tamanha dor e sentimento de vergonha num misto de decepção e amargura, que o ia envolvendo e fazendo com que sua voz, outrora terna e compassiva se tornasse triste e sofrida, ao ponto de sentirmos toda sua decepção...
Muitos então choravam e se lamentavam, enquanto outros, firmes e rígidos não se abalavam, se pondo apenas a ouvir os conselhos do Grande Mestre...
Houve um momento, que ele parecia verter algumas lágrimas, e nesse ponto, a maioria não se continha mais, a também chorar cada vez mais, pois quem se controlaria num cenário desses? Era constrangedor demais... E nada mais havia a recordar... O sonho se foi... Ficando apenas vivo na memória...
Sonhos, lembranças, pensamentos, recordações ou devaneio, quem o sabe ao certo, no entanto sonhar com Jesus é algo que não se esquece facilmente... Eu particularmente nunca o esqueci, apesar de tanto tempo ter se passado, sempre que leio algo a respeito de Capela ou outro fato de planeta em transição ou algo assim sempre me recorda...
Essa semana, em especial, foi o filme explicativo sobre os Exilados, mas há ainda como se fosse a continuação dele, que é o Crepúsculo do Robson Pinheiro, ambos lidos e relidos, obviamente.
A sensação maior que fica é o amor verdadeiro e único por ele, disso não tenho mais dúvidas, se já o tive e me rebelei, hoje jamais, e essa sensação me enleva e me conforta, cada vez mais.
Se um dia, como tantos me exilaram, e fui banida, hoje resta à certeza da lição aprendida, e isso é algo que causa enorme alegria... Dessa lição aprendida a duras provas, mas necessária ao meu crescimento interior e evolutivo, espero levar o amor dentro do meu coração, ora antes alquebrado, hoje firme, talvez mais maduro e esclarecido, quem sabe mais terno e aprimorado no verdadeiro sentido da palavra Amor.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Coração



Coração que semeia
Coração em devaneio
Coração que espreita
Coração que espera
Coração que entrega...

Coração chora a dor
Coração sofre na dor
Coração sonha em meio à dor
Coração navega pela dor
Coração sonha e deságua a sua dor...

Coração alquebrantado
Coração Sobressaltado
Coração Desajeitado
Coração Desinteressado
Coração Desassossegado
Coração em Desalinho...

Coração de alegria
Coração em poesia
Coração de fantasia
Coração de alquimia
Coração de primazia...

Coração que se sustenta
Coração que experimenta
Coração que nunca mente
Coração que só atenta
Coração, somente sente...

Coração duvidoso
Coração audacioso
Coração caprichoso
Coração auspicioso
Coração maravilhoso...

Coração que clama
Coração que chama
Coração que anseia
Coração que permeia
Coração como o meu...
Coração como o seu...