terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Os Exilados de Capela


A primeira vez que ouvi falar sobre a constelação de Capela ou a Constelação do Cocheiro, foi num slide em amostra de uma aula a respeito da criação, há muitos anos atrás...
O mais interessante, é que ao ver aquela constelação ali naquela foto da NASA, foi como se uma forte luz saída da foto viesse como um raio na minha cabeça e no meu pensamento, causando-me uma dor de cabeça insuportável, a partir daí, me vi obrigada a prestar maior atenção nessa constelação e obviamente me apressei em ler o livro do comandante Edgard Armond, falando a respeito: Os exilados de Capela... Obviamente adorei o livro.
Aos poucos aquela melancolia, aquela tristeza e saudade de não sei o que, talvez como se diga no livro, de um paraíso perdido, ou pessoas queridas, me foi mais bem compreendido á medida que ia me identificando com as explicações e informações do livro.
No entanto, tinha em mente um sonho lindo e triste de infância, que sempre fiz questão de mantê-lo vivo na lembrança, pois isso ocorreu entre 9 ou 10 anos de idade aproximadamente, difícil demais esquecê-lo:
Estávamos eu e muitos outros sentados envolvidos em roupas brancas, como simples túnicas de algodão, apreensivos e a espera de um orador, a tristeza e a ansiedade eram gerais, no entanto, eis que o orador se faz visível a todos nós e com uma profunda meiguice e austeridade nos dá uma reprimenda... O duro, é que todos já esperavam por isso, e cabisbaixo, envergonhado aos extremos, o ouvia sem saber onde esconder tamanha dor e sentimento de vergonha num misto de decepção e amargura, que o ia envolvendo e fazendo com que sua voz, outrora terna e compassiva se tornasse triste e sofrida, ao ponto de sentirmos toda sua decepção...
Muitos então choravam e se lamentavam, enquanto outros, firmes e rígidos não se abalavam, se pondo apenas a ouvir os conselhos do Grande Mestre...
Houve um momento, que ele parecia verter algumas lágrimas, e nesse ponto, a maioria não se continha mais, a também chorar cada vez mais, pois quem se controlaria num cenário desses? Era constrangedor demais... E nada mais havia a recordar... O sonho se foi... Ficando apenas vivo na memória...
Sonhos, lembranças, pensamentos, recordações ou devaneio, quem o sabe ao certo, no entanto sonhar com Jesus é algo que não se esquece facilmente... Eu particularmente nunca o esqueci, apesar de tanto tempo ter se passado, sempre que leio algo a respeito de Capela ou outro fato de planeta em transição ou algo assim sempre me recorda...
Essa semana, em especial, foi o filme explicativo sobre os Exilados, mas há ainda como se fosse a continuação dele, que é o Crepúsculo do Robson Pinheiro, ambos lidos e relidos, obviamente.
A sensação maior que fica é o amor verdadeiro e único por ele, disso não tenho mais dúvidas, se já o tive e me rebelei, hoje jamais, e essa sensação me enleva e me conforta, cada vez mais.
Se um dia, como tantos me exilaram, e fui banida, hoje resta à certeza da lição aprendida, e isso é algo que causa enorme alegria... Dessa lição aprendida a duras provas, mas necessária ao meu crescimento interior e evolutivo, espero levar o amor dentro do meu coração, ora antes alquebrado, hoje firme, talvez mais maduro e esclarecido, quem sabe mais terno e aprimorado no verdadeiro sentido da palavra Amor.

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