sexta-feira, 29 de junho de 2012

Celebração a Vida


O sol abrilhantava a floresta, espalhando seus raios multicoloridos por entre as ramagens das árvores, delineando contornos suaves por entre suas copas, formando um espetáculo magnífico diante daquela vida latente que despertava preguiçosamente naquela manhã.
 Lentamente infiltrando-se por entre as rochas, nas cavernas, ou até mesmo pelo subsolo, preenchendo com seu brilho, todas as trilhas e os esconderijos mais secretos dos animais. Ouvia se aqui e ali, o sibilar de alguns animais rastejantes, misturados pelo canto alegre dos pássaros em meio á uma diversidade de sons emitidos de todas as partes que se confundiam aos ouvidos humanos não se podendo distinguir de onde provinham, porém tornando-se coro belíssimo da diversidade da vida existente ali.
À medida que avançava mata adentro, era como se milhares de olhinhos astutos de todas as cores, formas e tamanhos observassem quem por ali passasse. Era uma sucessão de corpos, pelos e cores que se emaranhavam por entre os galhos, se esgueiravam ou se assustavam fugindo ou se protegendo de qualquer presença que julgasse ameaçadora. Iam se embrenhando por entre as rochas, túneis ou esconderijos previamente incrustados no coração da verde mata.
Por entre os animais, havia os que se destacavam por terem orelhas grandes e pontudas e grande quantidade de pelos no corpo, de comportamento alegre e extrovertidos, estavam sempre a dançar e a cantar, independentes das funções a desempenhar.
Muitos outros de pele cinza e cabelos longos das mais diversas cores como violetas, azul, vermelho ou até mesmo branco, com narizes redondos, olhos aguçados, pequenina estatura transpassavam por entre as rochas e paredes de pedra, como se atravessa o ar, com tamanha facilidade e desenvoltura a elaborar suas tarefas rotineiras de acompanhamento e ajuda aos animais e seres desamparados, dando prioridade ao trabalho noturno.
Enquanto que outros manipulavam redes gigantescas de uma cor prateada meio que translúcidas inseridas de matérias densas pouco visíveis a olho nu, como que a reciclar esses elementos, transmutando em cores e formas variadas, para um novo renascer em meio à floresta, em perfeita harmonia com a natureza e todos os tesouros que nela se encontram.
Enquanto a vida corria célere nessa manhã primaveril, outros serem irrompiam á floresta tais como bolas e línguas de fogo desimantando tudo que havia pela frente, reduzindo a cinzas o que lhes transpassava ao meio, e na medida em que avançavam, chamuscavam os arbustos, lançando raios longínquos que se atingidos por espécie humana, ofuscariam a visão.
Com poder de tamanha transformação que desencadiavam tanto emoções positivas quanto negativas, chegando a bloquear energias negativas ou não produtivas suscetíveis aos corpos humanos. Iam purificando através da incineração os detritos de tudo que encontravam no caminho, permitindo assim o retorno dos respectivos elementos ao Sol para uma repolarização, conduzindo formas de vida, transmutando-as, tranformando-as.
Assim, seguia o espetáculo divino, com regente ainda menino, no seio da amada terra, que mesmo massacrada, não se faz triste e ainda resiste, seguindo firme nesse concerto divino, a apresentar-se ao palco evolutivo desse planeta denominando Vida.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fadas do Ar/Rainhas do Mar

Ela caminhava lépida e faceira, com os cabelos soltos levemente encaracolados com o vento a brincar com os caracóis que se desalinhavam a cada movimento mais brusco, a saia longa e rodada num estampado suave e floral como a combinar com a bela paisagem florida que se desenrolava a sua frente balançava suavemente pra lá e pra cá, desenhando belo contorno de sua esbelta silhueta, os pés levemente adornados por sandália coral, rapidamente desciam as encostas das árvores....em seus braços, leve fardo se destacava, acrescentando maior beleza, tal o colorido de suas pétalas e folhas.
Descia com segurança á trilha ,quando se deparou com belíssima nascente, reluzindo num pequenino facho de luz, que parecia ter vida própria e que refletia insistentemente em meio aos musgos...As folhas dos orvalhos refletiam sua claridade em meio ao riacho que despontava majestoso em meio a paisagem.
Auscultou os ouvidos tentando distinguir os sons fantásticos que emanavam daquela paisagem deslumbrante, que avistara, e parecia leve sussurrar, suaves murmurar por entre os rios, cachoeiras e cascatas, os mais diversos e fantásticos sons que já ouvira e se misturavam a força e a energia que emanava daquelas águas límpidas e cristalinas.
Começou sua busca... Procurou as nos movimentos das águas, debaixo dela, nas formas energéticas que mantinha a limpeza e dirigia a correnteza seguindo seu curso, tentando tocar o emaranhado das águas que pareciam cabelos a deslizar por entre as rochas e arvoredos, desabando no encontro das águas multicoloridas.
Eis que leve desfile surge por entre esse manancial de uma beleza diafáma, vão surgindo tal como ninfas, a deslizar por sobre as águas como que a flutuar por entre elas, roubando-lhe toda a atenção e a admiração. Sendo elas de diversos nomes, cores, rostos, que mergulhavam ou deslizavam por entre as ondas, onde se denominam Ondinas, Meninas, Nereidas, Janaina, Sereia, Iemanjá ou sabe-se lá qual o nome que se dá afinal não se importam...
Iam e vinham meninas faceiras, alegres e risonhas colhendo seus apetrechos a se pentear e a perfumar, outras leves sereias a dançar, muitas outras se punham a cantar embalando com seus suaves e profundos acalantos quem as ousasse escutar. Exibiam o dorso nu, ou levemente adornado pelas cores dos cabelos longos e de texturas diversas que se intercalavam com as ondas que emergiam, a medida que submergiam num degrade de azul anil, contrastando por vezes na cor da verde mata, reluzindo espetáculo de rara beleza nessas águas claras e transparentes.
Alegres cantavam e recebiam suas oferendas... Felizes saudavam a paisagem amarelo alaranjado que se destacava por entre as copas das árvores, ora mudando de tom para um vermelho mais intenso, como que a reverenciar tamanho cortejo de belezas raras, charme e sensualidade.

Algumas mais audazes e experientes manuseavam com delicadeza e maestria todo o trabalho a ser ministrado e com tamanho empenho e serventia os realizava com afinco e desvelo, retirando das profundezas as mônadas e reciclando-as. Filtrando as impurezas incrustadas nos recônditos mais profundos até mesmo aquelas imperceptíveis a olho nú, renovando-as, para que por fim desabasse numa chuva de pequeninas gotas multicoloridas, confundindo-se com as cores do arco Iris e as diversas formas de vida e cores dos habitantes aquáticos que por ali passeavam despreocupadamente, habituadas com aquelas atividades rotineiras.
Numa rajada mais forte do ar, vento forte anunciava mudança dos ventos, e o céu cobriu-se num roxo acinzentado e um novo espetáculo se desenrolava agora a céu aberto.
Eram corpos voláteis com vestes de uma gase azul ou branca a se confundir com o vento, a pele branca e muita fina, contrastava com longo cabelo escuro, muito altas e esbeltas a se deslocar rapidamente pelo ar. Ora surgiam como pequeninas fadas do ar, deslizando por entre as nuvens, ou por vezes apareciam como senhoras dos ventos fortes cavalgando nas tempestades, deslocando as nuvens a provocar a chuva, intervindo no movimento das águas, remexendo-se em maremotos, revirando-se de ciclones, desencadeando nas mais diversas tormentas do tempo e no vento.
Num movimento repentino, deslizavam por entre as florestas, precipitando o processo das plantas, removendo as impurezas do ar.
 Outras em velocidade alucinante trafegam livremente pelo ar, inspirando paixões em forma de belas canções, pelas quais palavras esvoaçavam junto ao vento em forma de pensamento quando juntos em esplendor estimulam as mentes de quem as pressentem, identificando-se em processo de alquimia, para depois captar em forma de telepatia, voando aqui e acolá, não tem teto, muito menos lar, o firmamento esse sim é o seu lar.
Findo dia, lá ia ela, satisfeita a caminhar, mais um dia a recordar, novos mistérios a desvendar.




terça-feira, 19 de junho de 2012

Conexão

Essa interligação de mentes, pensamentos, lembranças contidas em sonhos, cenas, situações, deja vú, que todos sentimos em algum momento de nossas vidas. Lembranças contidas em sonhos ou mesmo em pensamento, ou aquela mesma sensação que a cena se repetiu ou repete-se constantemente num dado momento, situação que para muitos se tornam corriqueiro à medida que se acostumam, outros passam despercebidos, ou melhor, preferem não dar atenção ao fato. Um fato comum acredito que para muitos, é ouvir vozes, ou então seu nome sendo chamado, quem ainda não viveu essa situação? E não nos esquecemos dos sonhos, ah...os sonhos, quantas interpretações, quantas lembranças, simbologias, avisos, pressentimentos, ou premonições...E essa força em ação, denominada Energia, impregnada por todo o universo, em tudo e em todos, tudo que não podemos ver, mas sentimos, acreditando ou não, simplesmente sente-se e pronto, mudanças de energias refletidas de inúmeras formas, em móveis, objetos, roupas, utensílios, plantas, animais, vegetais e principalmente em nós mesmos...
Tem aquela questão das palavras que têm peso, e como têm... Eu penso e acontece, no dia a dia, é aquela pessoa que liga no momento que está prestes a ligar pra ela, ou alguém que vai ao teu encontro quando ia fazer o mesmo, ou a mensagem que enviou e a resposta que veio: ia te enviar um torpedo agora mesmo, ou aquilo que taaanto deseja, de uma forma ou de outra chega até você, pois você tanto pensou e quis e desejou... Palavras em ação, pensamentos direcionados através de recados, vontades, desejos, pedidos, preces, orações, não importa a forma, credo, crença ou até mesmo religião, acaba acontecendo, “o universo conspira a seu favor”, já dizia o escritor.
As redes e canais de comunicação, internet, satélite, e tantos outros chips, sensores, que não se restringe apenas ao nosso pequenino planeta, mais vão além do cosmo, sinais que chegam a todo o momento e de todos os lugares, que conseguimos captar através de sinais sonoros, visíveis ou invisíveis, através da mente, corpo, pele e coração...
A tecnologia avança a passos largos, numa velocidade alucinante que mal conseguimos acompanhar, estamos conectados, interligados via cabo, via rede, na vida, e além vida, na mídia, na rua, em casa, no pensamento, no apartamento, a titulo de reflexão... conexão essa é a palavra.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Amizade entre homem e mulher...Existe?

Há os que acreditam que se não houver interesse, sim... Porém algumas mulheres defendem a tese que só da parte delas, isso é possível... Muitos outros acreditam que há que se colocar um muro entre ambos, mesmo que seja fictício para que a amizade prevaleça. No entanto, pelo fato de serem esses dois universos tão diferentes, não seria algo que vem na essência de cada um? O que está enraizado, algo instintivo e que por essa razão torne tudo tão difícil entre ambos? E também pelo fato desse interesse que sempre surge de ambos os lados, e que muitas vezes há que se esclarecer, pode estar incluso em carências que muitos carregam em si e que não se consegue desvencilhar numa relação como esta, fazendo com que cada vez mais se confundam os sentimentos, interferindo assim uma vez mais... Na verdade, é isso: fala-se sempre e cada vez nesse assunto e por mais que apareçam opiniões diversas, nunca se chega a um consenso, deixo ai à questão, afinal de contas: Existe ou não?

Impotência...

A maneira como isso entra na nossa casa, na nossa vida, na vida dos nossos filhos, no dia a dia, enfim, de uma forma sutil, como se fosse algo completamente comum, ou melhor, é a forma com que tentam manipular nossos instintos e percepções para que isso tudo seja visto de uma forma comum e natural, quando verdadeiramente não é, definitivamente NÃO, e não adianta somente culpar o estado ou autoridades porque todos diretamente ou não são responsáveis simplesmente pelo fato de se fazerem participantes desse meio e obviamente usuários passiveis. A coisa vai muito além de religião, credo, cultura ou raça, isso atinge todo o planeta e não é de hoje, desde que estamos por aqui perambulando estamos compartilhando desse mal que assola a todos indistintivamente. O mais assustador atualmente, é que tudo é mostrado de maneira convidativa e sedutora a olhos vistos, coisas que anteriormente passava meio que velado, motivo pelo qual não deixava de ter a sua supra importância, mais ainda assim, restringíamos uma quantidade menor de adeptos. Fato é que a palavra do momento é Compartilhar, e o que deveria ser “compartilhado” por todos que trouxessem o que de melhor existe em cada um, infelizmente traz efeito contrário, compartilhar a tudo e a todos e a todo o momento, mesmo que esse compartilhamento acabe por inutilizar um ser humano para sempre... Pois infelizmente é esse fim trágico que acaba por acontecer com quem compartilha desde a idade mais tenra qualquer vicio ou droga ilícita, mas isso estamos cansados de saber... O que poucos sabem é a situação de quem é obrigado, (e eu digo “obrigado” porque na maioria das vezes assim o é), a acompanhar esse triste desfecho dessas pessoas sentenciados a viver, ou melhor, a sobreviver, pois na maioria dos casos, vida no sentido mais amplo da palavra, eles já não a tem, e a assistir tudo de camarote sem o mínimo de prazer e o que é pior de tudo a “compartilhar” essa sensação horrível de impotência total, que vai até o mais longínquo escaninhos da alma, sem se quer ter a chance de mudar essa situação, pois ou não está em suas mãos, ou não depende de nenhuma forma de sua vontade, a pessoa fica meio que aprisionada numa prisão fraternal de omissão e dissabor, regadas por um sofrimento continuo de dor e tristeza que chega à maioria das vezes ás raias da exasperação.Claro que existem alternativas, como sempre, afinal, sempre há uma saída, porém poucos conseguem enxergá-las, pois a porta é sempre larga e aberta a todas, as escolhas e as saídas é que são sempre apertadas, esguias, regradas e normalmente são sempre os dois caminhos a seguir: Amor, ou a dor, o duro é que o mais utilizado é sempre a segunda opção, infelizmente...Primeiro trilha se a dor que leva diretamente ao Amor, caminho inverso que não precisava ser necessariamente assim, mas enfim, escolhas, evolução e crescimentos de cada um...Aqueles que se deixam sucumbir, informação, ajuda de todos os tipos, e amor para vida toda, Aqueles que superaram, exemplos, fraternidade, eis o maior legado, e Aqueles que resistiram ou não se apetecem de tremendo mal, a alegria de saber, que um dia todos estaremos no mesmo patamar, e isso é o que mais conforta e alarga a esperança...sempre...
Nota: Eu ateei fogo na chuva, E joguei nas chamas, deixe queimar... (a meu ver, sensação de impotência) letra de musica...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Triste Despertar...

O dia estava lindo e convidativo para um passeio, ou quem sabe uma nova brincadeira, e a menina saiu a correr pelos campos, apreciando o cantarolar dos pássaros e de toda a natureza que a envolvia.
Ao passar pelo pequeno galpão, um cheiro delicioso a fez parar instantaneamente e como que automaticamente ela foi sendo atraída por aquele cheiro tão suave e agradável que lhe chegava ás narinas, dando-lhe aquela sensação de familiaridade, então meio que devagar e aos poucos foi adentrando, abrindo a porta...
Espiou em volta, e ninguém a vista, claro que não haveria importância alguma se entrasse e desse uma espiada, apenas isso pensou...
Porta adentro então, passou os olhos pelo local, de onde vinha tão delicioso sabor... Ao lado da mesa, bem um pouco abaixo de um fogão enorme de lenha, eis que havia um enorme tacho cheio de doce de leite, que pelo jeito acabara de ser feito pela mãezinha...
Hummm...mas que delicia, era mesmo seu doce preferido, mas ela não iria esperar até que lhe fosse servido, afinal, que mal haveria se experimentasse, só um pouquinho, ninguém iria perceber...
Procurou por uma colher, ajoelhou-se ao lado do tacho, pois este era enorme perto dela, mas podia alcançá-lo, mas a vontade era tamanha que ela não pensou em mais nada, começou a comer e a comer, e estava ainda morninho, do jeito que ela mais gostava e esqueceu-se do mundo lá fora, concentrando-se apenas no seu estômago e no apetite voraz de devorar toda aquela quantidade de doce até não agüentar mais...
E o tempo passou, e a menina depois de ter comido tudo quanto podia, não agüentou e o cansaço lhe abateu, num soninho gostoso e macio que parecia não deixá-la pensar em mais nada que não fosse apenas dormir, só um pouquinho...
E foi assim, em meio ás fagulhas das cinzas do fogão de lenha no chão, que deixou seu vestido todo acinzentado e o melado do doce espalhado por todo rosto e cabelos, que ela adormeceu pesadamente se deixando cair para debaixo da enorme mesa de madeira...
A tarde veio e a noite chegava e os pais da menina estavam preocupados com sua ausência, e nesse momento já haviam percorrido toda a região em busca dela, e nas vizinhanças e vasculhado a casa toda, incluindo pomar e quintal e nada dela aparecer...
Porém, eis que a mãe lembra-se de ter preparado pela manhã seu doce favorito, e avisa ao pai que talvez ela pudesse estar no antigo galpão, pois ali ainda não haviam procurado...
Correram então á busca desesperada, e qual não foi à surpresa quando ao entrar, se deparou com a menina num sono profundo toda lambuzada de doce...
A confusão foi tamanha e ela tão profundamente adormecida nem se apercebeu, o que a acordou de solavanco foram um barulho estridente de uma cinta em seu corpo, o estalido e a dor eram tamanhos que ela não conseguia emitir som algum, e seus olhos mal podiam ver quem a atingia com tamanha velocidade, os ouvidos não conseguiam atinar som algum, tamanho era a confusão em sua cabeça, o mundo parecia girar a sua volta, ela olhava e não conseguia atinar na imagem a sua frente, ela procura ouvir e não entendia, pois o único som que seus ouvidos registravam eram os do estalido feroz e incessante em sua frágil pele, cortando seu vestido e a maneira rude com que tudo acontecia, não dava tempo para que ela gritasse, ou implorasse por socorro, tentava correr, ou fugir dali, mas braço forte a atrelava, fazendo-a rodopiar várias vezes numa velocidade que ela não saberia o quanto iria suportar, até que finalmente, após exaustivo tempo que para ela parecia uma eternidade, tudo cessou, não havia mais sons, estalidos, dores, gritos ou lamentos, tudo parou de repente, e era só a escuridão que seus olhos puderam enxergar, e um silencio que seus ouvidos detectaram e seu corpo não mais suportava seu próprio peso, que embora frágil, se fazia demasiadamente grande e pesado, enfim tombou finalmente, e tudo passou, enfim, adormeceu...
Nota: A violência contra a criança infelizmente é algo comum, e a falta de divulgação e informação, aliadas á imaturidade por parte de pais e famílias desajustadas ainda causam danos e seqüelas nas vidas de muitas crianças...

Pingo de Chuva



Pingo de chuva na vidraça
Majestoso ballet das águas
Flutuam sobre os faróis
Em meio aos arrebóis
Pingo... Pinga... Pingo... Pinga...

Pingo de chuva no telhado
Pingo intenso, Pingo denso
Melodia suave, sinfonia perene
Embalam e ninam sonhos de menina

Pingo de chuva que toca o chão
Pingo de chuva na minha mão
Traz o vento, assopra
Entoa a tempestade
O ruído forte do trovão anuncia
Madrugada afora avisa
Majestosa sinfonia
Clareia, não mais mareia
Pingo de chuva é solidão

Pingo de chuva eclode nas tempestades
Traz o vento, abrevia o tempo
Tenta a sorte, quem sabe a morte
Lavando as casas, ruas e calçadas
Pingo de chuva a brincar na voz do vento
Suave escuto, não mais reluto
Pingo... Pinga...Pingo...Pinga...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Poesia da Amizade

Nascida irradiante, esplendorosa como o sol
Crescida, que se impõe em meio ao arrebol
Infiltrando-se nos escaninhos de minh’alma, a meu ver
Leves gotas de orvalho, refletindo-se nos pergaminhos do meu ser

Flor que desabrocha em meio às tempestades
Incontáveis dos nossos dissabores que ficou
Arrematando a tristeza em meio à frieza
Do peito, que se cubra a sombra de árvore
Na qual a amizade e a felicidade nos abrigou

Feridas velhas, que ardem ao encalço de minhas dores
Às vezes doces, às vezes podres, que transpassa o peito
E afaga a vida, que se não é mais bela, ao menos é bem mais terna
Quando dividida Eu posso, leve fardo se eleva, e não mais se enerva
Vejo que o pranto, nem sempre é o manto que encobre numa nuvem escura...

Brisa Lira suave, sopra ao vento, melodioso canto, eu sinto, danço
Penso,reflito, respiro e vivo, dedico á todos os amigos que se foram
A quem ficou, que somou, que passou na vida ou na além vida
A amizade que fluiu que restou e sempre existiu...

Dedico a todos os meus amigos, especialmente aqueles que não mais usufruo da presença amiga...