quarta-feira, 25 de abril de 2012

Paixão

Coração acelerado, falta de ar
Apetite então, nem pensar
Um certo descomforto
Tremores nas mãos, temperatura inconstante
Ora dá frio, ora calor
Pernas bambas, que dissabor
Descontrole total dos sentidos
Súbita perca de memória,
E a cabeça não para, e os pensamentos voam desordenados,
Mas num rumo certo, numa direção precisa
Voam de encontro a tudo que diz respeito
Aquele que produz tão profundo sentimento
E tão medonho descontentamento
E as horas se arrastam a espera...
Espera essa de um simples sinal de contato
Pode ser uma palavra, um encontro
Uma conversa, um olhar, não importa
Um contato qualquer
Desde que se faça presente, ali na sua frente, ou onipresente
E isso já é suficiente para ascender aquele botãozinho que se liga automaticamente
Aqui dentro da gente, e dá o sinal de alerta, ascende-se todas as luzes, e colore tudo a sua volta
E o coração, ah... esse já dispara, num descontrole total, e não adianta tentar reprimi-lo,
Ou emitir comandos do tipo, Para!Chega!,Ta bom !
 Eu já entendi qual é o motivo de tamanho desassossego,
Pois ele insiste no descompasso e o pior se alia a atrapalhação dos outros sentidos,
Num turbilhão de doces e novas emoções, que não para sequer enquanto o dia se finda,
Ou até que a noite enfim caia, e ainda assim,
Essa conspiração continua por vezes impedindo assim
A chegada do bom e merecido descanso,
Roubando a chegada do sono reparador,
Ou por vezes chegando ao cúmulo de mesmo durante o sono,
O objeto principal de tamanha aflição se encontra pura e simplesmente inserido dentro dele...
E mal o dia amanhece, depois de tamanha inquietude,
Soa o alarme interno que reproduz o seu nome,
E é um relembrar de gestos, palavras, atitudes, lembranças que parecem não ter fim
Até que se esgote por completo, ou até chamar o seu nome
Que todos já sabem, é a famosa PAIXÃO.

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